LUA NEGRA EM ESCORPIÃO

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Transformação Visceral, ao Despertar da Força

De 21 de Maio de 2016 a 2 de Fevereiro de 2017 (Nodo Médio)

 Por Vanessa Guazzelli Paim, Agent 55

 É tempo de Lua Negra em Escorpião, apimentando o já profundo, poderoso e às vezes perigoso signo de Escorpião. O tom subjacente atual em nosso coletivo se intensifica através de temas como a sexualidade, a paixão, investigações profundas, segredos, perigos, assuntos de vida e morte, poder, alquimia, profunda transformação e potencial tântrico. O pano de fundo visceral, por detrás de nossas palavras e imagens, é de uma sensação de urgência, uma certa intensidade, e a crescente intensificação de nossas emoções põe todos à prova, como um chamado a uma transformação ainda mais potente. As emoções se intensificam, somos movidos desde o âmago, nas profundezas de nosso coletivo, até as raízes.

Viemos de um período de aproximadamente 9 meses da Lua Negra (25/ago/2015 a 21/maio/2016), em que os aspectos não elaborados de nossas formas de nos relacionarmos vieram à luz na interação com outros. Como nossa habilidade para nos relacionarmos evoluiu desde o nível visceral? Escutamos o conselho da bailarina de Tango? (artigo da Lua Negra em Libra, em espanhol). Ela nos disse: “É desde minha própria insegurança que fui capaz de criar movimentos improvisados, que não perturbem ao meu companheiro, me mantendo aberta e sempre pronta a lhe dar a sensação de segurança. A insegurança caminha com a gente ao longo de toda a vida, em busca por uma sensação de segurança. É assim, a própria segurança tem ela mesma como base a insegurança. A incerteza está em todas as partes. A chave está em não brigar, não resistir a ela, mas sim incluí-la em nosso fluxo: ir com ela, não contra ela. Desde este lugar, podes cavalgá-la, e aí se dá a entrega.” (Gloria Dinzel).

Bem, está foi a preparação dos laços viscerais com nós mesmos e entre nós, pois agora se intensifica o Tango. Na medida em que a Força cresce, devemos escutar também os conselhos de um outro sábio, o pequeno e verde Jedi, Mestre Yoda. A Força se desperta e o potencial de ambos os lados, Escuro e Claro, se incrementa. E é melhor que se saiba lidar com isso, podendo-se aproveitar as oportunidades pra tão potentes transformações.

A FORÇA É PODEROSA COM ELA

Escorpião é o signo da exaltação da Lua Negra, onde a Força é potente com ela. Seu domicílio é Capricórnio, oposto ao da Lua Branca, que é Câncer. Mas sua exaltação é Escorpião, o signo da profundidade e da alquimia, o que está disposto a ver o que nem sempre é tão bonito. E, por atrever-se a fazê-lo, Escorpião também pode encontrar os mais preciosos tesouros nas profundezas da Terra.THE FORCE IS STRONG WITH HER

Como a Lua Negra trata de concentrar massa, trazer à Terra e materializar, este é o lugar mais potente alquimicamente para ela estar. A Lua Negra e Plutão estão especialmente conectados durante este trânsito, já que ele é agora seu dispositor (além de Marte, que é o corregente de Escorpião) y se encontra no domicílio da Lua Negra (Capricórnio). Então agora, a Força é poderosa com ela, como diria Mestre Yoda.  Si é para pior, ou para melhor – isso depende em que lado da Força se escolhe estar. Em Escorpião, ela é uma incessante fluidez visceral, que deve ser dirigida como uma forte potência transformadora. Este poder concentrado, pode ser tão poderoso como o Tantra, transformando escuridão em luz, destruição em cura, dor em êxtase.

Alguns nascidos com Lua Negra em Escorpião são: Che Guevara, Papa Francisco, Eminem, Akira Kurosawa, Natalie Portman, Hayden Christensen, e também o Episódio I de Guerra nas Estrelas – A Ameaça Fantasma.

O primeiro filme de Guerra nas Estrelas a ser realizado – Episódio IV, A Nova Esperança – tem o Sol em conjunção com a Lua Negra em Gêmeos (lançamento: 25/maio/1977). Por tanto, esta saga pode certamente nos dar clarear, nos trazer insights em como lidar com alguns assuntos de Lua Negra. Contudo, a história não começa aí. É a segunda trilogia a ser filmada que nos conta então da origem de Guerra nas Estrelas, com os Episódios I, II e III, onde tudo começa, revelando-nos o drama de Anakin Skywalker transformando-se em Darth Vader. Sim, esse é o tipo de desafio que a Lua Negra em Escorpião indica. Mas, sigamos a ver, pois há muita sabedoria e beleza que surge, conforme olhamos mais profundamente.

Um jovem prodígio, cheio de talentos, força e intensidade, quem se supõe trará equilíbrio à Força, foi tentado pelo lado escuro. De um Jedi, um guerreiro espiritual da paz, foi corrompido e convertido no mais poderoso dos Senhores Sith, o grande vilão, Darth Vader. Como isto aconteceu?! Por que um rapaz tão promissor, que estava tão enamorado pela bela Padmé, sucumbe ao destrutivo lado escuro? Tudo começa com medo. E aqui recordamos uma joia entre os conselhos de Yoda: “O medo é o caminho para o lado escuro. O medo leva à raiva, a raiva leva ódio, o ódio leva ao sofrimento”. O ponto fraco de Anakin Skywalker era o medo de perder seu amor. O lado escuro, então, o seduz através da suposta possibilidade de evitar que os seus morressem.

Anakin

A Lua Negra natal en Escorpião nos fala de uma memória de perigo e tensão, registrada no corpo, alguma situação de vida ou morte, fatalidade ou intensidade, dentro da família e seu entorno. Assim, se está sujeito à desconfiança, paranoia, compulsão por controle e uma insaciável necessidade de por aprova a lealdade de quem ama – às vezes ao ponto da tragédia. Para não ir pela vereda da tragédia, a força da paixão e profundidade devem ser postas intensamente em ações criativas, com o intuito de ir além da destruição. Quando tanta intensidade é concentrada e dedicada à investigação, transformação e cura, é poderosa como nenhuma outra, com capacidade de alcançar grande profundidade nos sentimentos, cumplicidade e a mais potente experiência de transformação tântrica, trazendo equilíbrio à Força.

Não apenas o Episódio I de Guerra nas Estrelas tem a Lua Negra em Escorpião, como também a têm neste signo Natalie Portman, que dá vida a Padmé-Amidala (o profundo amor de Darth Vader), e Hayden Christensen, que faz o papel de Anakin Skywalker como jovem adulto, quando se converte en Darth Vader (Episódios II y III).  No Episódio I, Christensen não aparece ainda, mas sim Anakin como menino, interpretado por Jake Lloyd, que não tem a Lua Negra em Escorpião, porém sim tem seu Plutão aí, em conjunção com a Lua Negra e o Ascendente de Natalie Portman.

Quando se dá a mutação de Skywalker a Vader, o ator a interpretar este papel é H. Christensen, que justamente nasceu com a Lua Negra e a Lua Branca ambas em Escorpião, em conjunção com o  Plutão de seu antecessor e a Lua Negra de N. Portman.

Por tanto, a escorpiônica conjunção de Lua Negra na sinastria entre Portman e Christensen teve uma poderosa oportunidade de converter a visceral Lua Negra e conduzi-la a uma expressão criativa – e uma que, certamente, nos elucida quanto às oportunidades e desafios que este trânsito nos apresenta agora.

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Queda e Redenção de Darth Vader – Há ainda bondade nele!

George Lucas, escritor e diretor de Guerra nas Estrelas, comentou haver escolhido um ator que tivesse essa presença do lado escuro com ele para poder trabalhar, e que justamente Hayden Christensen era muito bom em sustentar uma corrente subterrânea do lado escuro, algo necessário para interpretar Anakin Skywalker.

Anakin é seduzido pelo poder de controlar. Sua gana pelo poder cresce mais e mais. Sentindo-se não reconhecido pelo Conselho Jedi, sua impaciência e fúria vão aumentando, e ele começa a se perder no ódio e já inevitável sofrimento. Uma parte dele diz, que estou fazendo? Porém, o lado escuro nele justifica dizendo que é pelo bem de Padmé, pelo bem da República, do Universo… Ela lhe diz, “Eu só quero teu amor”. Ele responde, “O amor não te salvará… meus novos poderes sim”.

Padmé engravida. Anakin tem um pesadelo, no qual ela more no parto. Não tendo podido salvar sua mãe de morrer, o medo de perder sua mulher era insuportável, e o lado escuro muito tentador.

Num dado momento, Padmé diz desesperadamente a Anakin: “Estás partindo meu coração… Estás indo por um caminho que eu não posso seguir… Pára! Pára agora, volta… Eu te amo!” Quando, de repente, ele vê que seu amigo Obi-Wan a estava acompanhando. A paranoia e o ciúme se apoderam dele, que tenta matá-la. Ela a princípio sobrevive, mas morre logo após dar à luz seus gêmeos, Luke e Leia. Tratando de garantir que não a perderia, Anakin, indiretamente, mata  sua amada. As últimas palavras de Padmé são: “Há ainda bondade nele”.

Anos depois, as ações de seus filhos, junto à Resistência e o Lado Luminoso da Força, são extensões desse amor. Darth Vader e Luke se encontram em uma luta, onde Vader diz a Luke que é seu pai, e acaba por cortar a mão direita de seu filho. Mais adiante, Luke diz a Leia, com a mesma certeza de sua mãe: “Sinto que… ainda há bondade nele”.

Chega o tempo de Luke encarar novamente seu pai, dessa vez porém na presença de Darth Sidious (Emperador Palpetine, o grande Senhor Sith). Sidious tenta seduzir Luke para o lado escuro, mas ele resiste e luta contra Vader. Dessa vez, é ele que chega a cortar a mão direita de seu pai. É aí que se dá conta que fôra tomado pela ira e o ódio, que estava caindo no mesmo padrão da vingança. Ele pára, se detém. Olha para seu pai com compaixão, joga longe sua espada e diz que nunca se converterá ao lado escuro. Darth Sidious tenta então matá-lo, e é quando o bom que há em Vader se apresenta. Ele mata o Senhor do Lado Escuro e salva seu filho. Através da compaixão do filho, o amor de Padmé o alcança. Ele é redimido. O grande vilão, considerado por todos como um grande demônio sem coração, era na realidade alguém que havia perdido tudo. Tentando ter o controle de tudo, fez um tremendo rolo, destruindo o que lhe era mais precioso. O vilão era na realidade vítima de si mesmo… um homem buscando recuperar sua humanidade. Pouco antes de morrer, Vader-Anakin pede a Luke que tire sua máscara, dizendo ao filho que este já lhe salvou: “Diga a tua irmã que estavas certo ao meu respeito”. Ele morre como um Jedi. O Escolhido enfim destrói os Sith e restaura o equilíbrio à Força.

Padmé Amidala – Amando inteiramente

Seu segundo retorno de Lua Negra se deu quando Natalie Portman encarnou pela primeira vez Padmé Amidala, no Episódio I. O nome deste personagem merece consideração aqui:

Padmé vem do Sânscrito e significa Lótus – a flor que, no meio da lama, na profundidade do pántano, floresce. Faz parte do mantra Om Mani Padme Hum, que pode ser traduzido como a joia no lótus.

Amidala é semelhante à palavra amídala, uma estrutura no cérebro que controla as emoções, e que pesquisas indicam ter um papel crucial no processamento da memória, tomada de decisão e reações emocionais, como parte integrante do sistema límbico. A função das amígdalas se relaciona com o armazenamento, codificação e interpretação da emoção.

Escutamos aqui as palavras de Yoda a seu jovem amigo Obi-Wan: “Não supõe nada… Limpa tua mente deve ser, se o verdadeiro vilão por trás da trama, descobrir queres”. O verdadeiro vilão era Palpetine, a ameaça fantasma – uma desconhecida, misteriosa ameaça à galáxia, que estava mexendo os pauzinhos para gerar a paranoia e o conflito.

Podemos tomar isto como referência para o período deste trânsito: examinar e decodificar apropriadamente nossas emoções, acalmar nossas mentes y escutar nosso coração em um nível mais profundo, de onde possamos filtrar melhor as emoções e sintonizar com uma maior confiança, mantendo viva nossa fé, pois seguramente há ainda bondade no mundo. Esta confiança deve ser nossa guia ao viajarmos pela galáxia nestes tempos excitantes de transformação. Da profundidade se revela o mais precioso, e o lótus está destinado a florescer.

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Jedis e Samurais

A Lua Negra Lilith concerne temas de vida ou morte, representa o instinto de sobrevivência, pelo qual um samurai ou um ninja pode se mover no escuro.  O toque samurai de Guerra nas Estrelas vem do trabalho de Akira Kurosawa, importante influência para George Lucas, e que tem também sua Lua Negra em Escorpião. Toda essa dramática e visceral intensidade é encontrada nos filmes Kurosawa, que são épicos samurai ou dramas profundos do coração – muito Lua Negra em Escorpião realmente. Como disse certa vez Oliver Stone, “ele tinha ação mais psicologia, e era bom nisso”. Este mestre dos mestres do cinema veio de uma linhagem samurai de verdade e se tornou diretor em meio à segunda guerra mundial no Japão, sob a pressão da censura. Akira Kurosawa (1910-1998) se manteve apaixonadamente devotado a seu trabalho ao longo de sua vida, inspirando a muitos – impulso destrutivo e sentido de fatalidade magnificamente convertidos em expressão criativa.

E isso é o que temos de fazer agora com nossas próprias intensidades.  A paixão é forte, por isso devemos escolher bem a que ou a quem dedicamos nossa energía, estando alertas quanto a vampiros sexuais, manipuladores de poder e impulsos autodestrutivos.

Yoda ensina “Treine-se para deixar de lado tudo a que temes perder”. Às vezes, essa diretriz é levada demasiadamente a sério por aqueles que têm Lua Negra em Escorpião em seu mapa natal. Tentando fugir da dor da perda e do perigo do desconhecido, matam possibilidades mesmo antes de começar – mais ainda se algo por demais precioso se apresenta no horizonte, provocando assim o medo de perdê-lo. É mais fácil soltar, nos entregarmos e confiarmos quando nos damos conta de o que é nosso não podemos perder. Não temos como perder nosso real tesouro. Ainda que às vezes seja preciso coragem para bancá-lo.

Uma vez que tenhamos realmente escutado nosso coração, é melhor segui-lo, ligados com a Força Universal. Novamente, tal como Yoda explica: “Não tente, faça ou não faça”. Agora, mais que nunca, é tempo de sermos total, soltando e nos entregando aos caminhos da Força, a mais poderosa e transformadora força em todo o universo – o Amor – porque, de verdade, sempre está conosco!

Por Vanessa Guazzelli Paim, Agent 55

vanessaguazzellipaim@gmail.com

http://www.facebook.com/vanessa.guazzellipaim

Traduzido pela autora.

Texto original em inglês publicado pela Cosmic Inteligence Agency, em duas partes:

https://cosmicintelligenceagency.com/black-moon-lilith-in-scorpio-the-force-awakens/

https://cosmicintelligenceagency.com/black-moon-lilith-in-scorpio-the-force-awakens-3/

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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LUNA NEGRA EN ESCORPIO

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Transformaciones viscerales mientras se despierta La Fuerza

Del 21 de Mayo, 2016 al 2 de Febrero de 2017

 Por Vanessa Guazzelli Paim, Agente 55

 Es el tiempo de la Luna Negra en Escorpio, sumando un borde, al profundo, poderoso y a veces peligroso, signo de Escorpio. Nuestra ‘voz baja’ colectiva se está intensificando a través de temas como la sexualidad, la pasión, exploraciones profundas, secretos, peligros, asuntos de vida y muerte, poder, alquimia, profunda transformación y potencial tántrico. El trasfondo visceral detrás de nuestras palabras e imágenes dan una sensación de urgencia, una cierta intensidad, y una incesante búsqueda e intensificación de nuestras emociones, que nos ponen a todos a prueba – un llamado a una transformación aún más potente. Las emociones están intensificadas, somos movidos desde las entrañas, en lo profundo de nuestro colectivo, hasta sus raíces.

Venimos de aproximadamente 9 meses de Luna Negra en Libra (25 de Agosto, 2015 al 21 de Mayo, 2016), donde los aspectos no elaborados sobre nuestras formas de relacionarnos, salieron a la luz para que las enfrentáramos con otros. Cómo nuestra habilidad para relacionarnos evoluciona al nivel visceral? Escuchamos las advertencias de la bailarina de tango? (artículo de la Luna Negra en Libra). Ella nos ha dicho: “Es desde mi propia inseguridad, que he sido capaz de crear movimientos improvisados, que no perturban a mi compañero, manteniéndome abierta y siempre lista para darle a él, la sensación de seguridad. La inseguridad camina con nosotros a lo largo de toda nuestra vida, en búsqueda de una sensación de seguridad. Es así, la misma seguridad en sí misma, está basada en la inseguridad. La incertidumbre está en todas partes. La clave está en no pelear, ni resistirla, sino más bien incluirla en nuestro flujo: ir con ella, no contra ella. Desde ese lugar, tu puedes domarla, y ahí se da la entrega.” (Gloria Dinzel)

Bueno, esa fue la preparación para lazos viscerales con y entre nosotros, en este punto, el tango se intensifica. En la medida que la Fuerza se hace más fuerte, también deberíamos tomar el consejo de otro sabio, el pequeño y verde Jedi, Maestro Joda. La Fuerza está despertando y el potencial de los dos, el lado Oscuro y el lado luminoso, se han incrementado. Y es mejor que cada uno sepa cómo lidiar con eso y tomar las oportunidades para tan potente transformación.

LA FUERZA ES POTENTE EN ELLA

Escorpio es el signo de la exaltación de la Luna Negra, donde la Fuerza es más potente en ella. Su domicilio es Capricornio, el opuesto a la Luna Blanca, que es Cáncer. Pero su exaltación es en Escorpio, el signo de la profundidad y la alquimia, es el que está dispuesto a ver lo que no siempre es tan bonito. Y por atreverse a hacerlo, Escorpio también puede encontrar los más preciosos tesoros en las profundidades de la de Tierra.

THE FORCE IS STRONG WITH HER

Como la Luna Negra trata de concentrar la masa y llevar abajo a la Tierra y materializar, éste es el lugar alquímico más potente para estar. Ella y Plutón, están especialmente conectados durante este tránsito, como él es el dispositor ahora, (además de Marte, que es el co-regente de Escorpio) y se encuentra en el domicilio de la Luna Negra (Capricornio). Entonces ahora, la Fuerza es poderosa en ella, como podría decir el maestro Yoda.  Si es para peor, o para mejor – eso depende en qué lado de la Fuerza elegirás estar. En Escorpio, ella comienza una incesante fluidez visceral, que debe ser dirigida como una poderosa fuerza transformadora. Este poder concentrado, puede ser tan poderoso como el Tantra, transformando oscuridad en luz, destrucción en sanación, creación y bendiciones.

Algunos personajes que tienen la Luna Negra en Escorpión son: Che Guevara, Papa Francisco, Eminem, Akira Kurosawa, Natalie Portman, Hayden Christensen, y también el Episodio I de La Guerra de las Galaxias – La Amenaza Fantasma.

La primera película que se realizó – Episodio IV, La Guerra de las Galaxias – La Nueva Esperanza – tiene el Sol en conjunción a la Luna Negra en Géminis (lanzamiento: 25 de Mayo, 1977). Entonces, esta parte de la saga, seguramente nos puede dar luces sobre cómo lidiar con algunos asuntos de la Luna Negra. Pero la historia en realidad no comienza ahí. La segunda trilogía, nos habla del origen la guerra de las galaxias con los Episodios I, II y III, donde todo comienza, revelándonos el drama de Anakin Skywalker convirtiéndose en Darth Vader. Sí, ese es el tipo de desafíos que la Luna Negra en Escorpio representa. Pero manténganse conmigo aquí, porque hay mucha sabiduría y belleza que aparece, conforme vamos mirando más profundamente.

Un joven prodigioso, lleno de talentos, fuerza e intensidad, quien se supone que traería equilibrio a La Fuerza, fue tentado por el lado oscuro. Desde ser un Jedi, un guerrero espiritual de la paz, fue corrompido y convertido en el más poderoso señor Sith, el gran villano, Darth  Vader. Pero, ¿cómo ocurrió esto? Por qué, un chico tan prometedor, que estaba tan enamorado de la bella Padmé, sucumbe ante el destructivo lado oscuro? Todo comienza con el miedo. Y aquí estamos recordando una joya, entre los consejos de Yoda: “El miedo es el camino hacia el lado oscuro. El miedo lleva hacia la rabia, la rabia lleva al odio, el odio lleva al sufrimiento”. El punto débil de Anakin Skywalker era el miedo de perder a su amor. El lado oscuro entonces, lo seduce a través de la posibilidad de evitar que los que amaba, murieran.

Anakin

La Luna Negra natal en Escorpio nos habla de una memoria de peligro y tensión, registrada en el cuerpo, de una especie de asunto de vida o muerte, o intensidad dentro de la familia y lo que la rodea. Entonces, puede haber desconfianza, paranoia, compulsión por el control y la insaciable necesidad de poner a prueba la lealtad de quién se ama – a veces hasta el punto de la tragedia. Para no irse por el carril de la tragedia, la fuerza de la pasión y la profundidad deben ser puestas en acción creativa, con el fin de ir más allá de la destrucción. Cuando tanta intensidad es concentrada y dedicada a la investigación, transformación y sanación, es tan poderosa como ninguna otra, capaz de alcanzar una gran profundidad de sentimientos, complicidad y la más poderosa experiencia de trasformación tántrica, trayendo equilibrio a La Fuerza!

No sólo el Episodio I de la Guerra de las Galaxias tiene la Luna Negra en Escorpio, también la tiene ahí Natalie Portman, quien da vida a Padmé-Amidala (el profundo amor de Darth Vader), y Hayden Christensen, quien actúa en el papel de Anakin Skywalker en su juvetud ya adulto, cuando se convierte en Darth Vader (Episodios II y III).  En el Episodio I, Christensen no aparece aún, pero sí Anakin, como niño, que es interpretado por Jake Lloyd, quién no tiene la Luna Negra en Escorpio, pero tiene su Plutón ahí, en conjunción con la Luna Negra y el ascendente de Natalie Portman!

Cuando viene el paso de Skywalker a Vader, el actor que interpretó ese papel fue H. Christensen, quien justamente nació con la Luna Negra y la Luna Blanca, ambas en Escorpio, en conjunción con el Plutón de su predecesor y a la Luna Negra de N. Portman.

Entonces, la escorpiónica conjunción de Luna Negra en la sinastría entre Portman y Christensen,  tenía una poderosa oportunidad de convertir la visceral Luna Negra y conducirla hacia una expresión creativa, y una que ciertamente nos da luces en cuanto a las oportunidades y desafíos que este tránsito nos presenta ahora.

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Caída y Redención de Darth Vader – Todavía hay bondad en él!

George Lucas, el escritor y director de La guerra de las galaxias, comentó que eligió un actor, que tuviese esa presencia del lado oscuro con el que pudiera trabajar y que, justamente, Hayden Christensen era muy bueno en sostener una corriente subterránea del lado oscuro, lo que era necesario para interpretar el rol de Anakin Skywalker.

Anakin es seducido por el poder de control. Su lujuria por el poder crece más y más. Sintiéndose no reconocido por el Consejo Jedi, su impaciencia y furia van en aumento, y comienza a perderse a sí mismo en odio e inevitable sufrimiento. Una parte de él dirá, qué estoy haciendo? Pero el lado oscuro dentro de él, lo justifica diciendo que es por el bien de Padmé, de la República, del Universo….Ella le dice, “Yo sólo quiero tu amor”. El responde, “El amor no te salvará… mis nuevos poderes, sí”.

Padmé queda embarazada. Anakin tiene una pesadilla, donde ella muere en el parto. No habiendo podido salvar a su madre de morir, el miedo de perder a su mujer era insoportable, y el lado oscuro muy tentador.

Viene un momento donde Padmé le dice desesperadamente a Anakin “Me estás rompiendo el corazón…Te estás yendo por un camino que no puedo seguir…Pará! Pará ahora, volvé. Te amo!” Pero de repente él ve que su amigo Obi-Wan la acompañaba. La paranoia y los celos se apoderan de él y trata de matarla. Ella al principio sobrevive, pero muere justo después de dar a luz a sus gemelos, Luke y Leia. Tratando de garantizar que no la perdería, Anakin la mata indirectamente. Las últimas palabras de Padme son “Todavía hay bondad en él”.

Años después, las acciones de su hijo y su hija, con la Resistencia y el lado luminoso de la Fuerza, son extensiones de ese amor. Darth Vader y Luke se encuentran en una pelea, donde Vader le dice a Luke que él es su padre, y termina cortándole la mano derecha a su hijo. Más adelante, Luke le dice a Leia, con la misma certeza que su madre lo hizo en el pasado: “Siento que…aún hay bondad en él”.

Llega el tiempo en que Luke tiene que encarar nuevamente a su padre, pero también en presencia de Darth Sidious (Emperador Palpetine, el gran Sith Lord). Sidious trata de seducir a Luke hacia el lado oscuro, pero él se resiste y lucha contra Vader. En un momento, es él quien corta la mano derecha de su padre. Ahí es donde él se da cuenta que ha sido tomado por la ira y el odio, y que ha caído en el mismo patrón a través de la venganza, y se detiene. Mira a su padre con compasión, arroja lejos su espada y dice que él nunca se convertirá al lado oscuro. Entonces, Darth Sidious trata de matarlo, y ahí es cuando lo bueno que hay en Vader se presenta. El mata al señor de lo Oscuro y salva a su hijo. A través de la compasión de su hijo, el amor de Padmé lo alcanza. Es el redimido. El gran villano, al que todo el mundo conocía como un gran demonio sin corazón, fue en realidad una persona que perdió todo. Tratando de controlar todo, hizo un enredo, destruyendo a lo más preciado para él. El villano era en realidad, víctima de sí mismo, un hombre tratando de recuperar su humanidad. Cerca de morir, Vader-Anakin le pide a Luke que le saque la máscara, y le dice a su hijo que lo ha salvado: “Dile a tu hermana que tenías la razón sobre mí”. El muere como un Jedi. El elegido destruye al los Sith, y trae equilibrio a la Fuerza.

Padmé Amidala – Amando todo el camino

Su segundo retorno de Luna Negra tomó  lugar cuando Natalie Portman encarnó por primera vez a Padmé Amidala, en el Episodio I. El nombre del personaje merece una consideración aquí:

Padmé proviene del Sanscrito y significa Loto – la flor que en medio del fango, en la profundidad del pantano, florece. Es parte del mantra Om mani Padme Hum, que puede ser traducido como la joya en el loto.

Amidala en algunos idiomas es similar a amígdala, una estructura en el cerebro que controla las emociones, y que investigaciones muestran, tiene un papel principal en el procesamiento de la memoria, la toma de decisiones, y las reacciones emocionales, como parte del sistema límbico. La función de amígdalas se relaciona con el almacenamiento, codificación e interpretación de la emoción.

Escuchamos aquí las palabras de Yoda a su joven amigo Obi-Wan: “No asumas nada….Limpia tu mente debes tener, si el verdadero villano tras la trama descubrir quieres”. El verdadero villano era Palpetine, la amenaza fantasma – una desconocida, misteriosa amenaza a la galaxia, que estaba moviendo los hilos para generar la paranoia y el conflicto.

Podemos tomar esto como referencia para el periodo de este tránsito: para examinar y decodificar apropiadamente nuestras emociones, calmar nuestras mentes, y escuchar nuestro corazón en un nivel más profundo, desde donde podemos filtrar mejor las emociones y sintonizar una mayor confianza, manteniendo viva nuestra fe, porque seguramente, aún hay bondad en el mundo. Esta confianza debe ser nuestra guía mientras viajamos por la galaxia en estos excitantes tiempos de transformación. Desde la profundidad se revela lo que es precioso, y el loto es el lazo a florecer.

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Jedis y Samurais

La Luna Negra Lilith es concerniente a asuntos de la vida y de la muerte, y representa el instinto de sobrevivencia, es por eso que un samurái o un ninja pueden moverse en la oscuridad.  El toque Samurai de La Guerra de las Galaxias es tomado del trabajo de Akira Kurosawa, una importante influencia para George Lucas, tiene también su Luna Negra en Escorpio. Toda esa dramática y visceral intensidad es encontrada en las películas de Akira Kurosawa, que también son épicas samurái o dramas profundos al corazón – muy Luna Negra en Escorpio, a su vez. Como dijo una vez Oliver Stone “él tenía acción más psicología, y era bueno en eso”. Este maestro de maestros del cine, proviene de un linaje samurái real y se convirtió en director en medio de la segunda guerra mundial en Japón, bajo la presión de la censura. Kurosawa (1910-1998) se mantuvo apasionadamente devoto a su trabajo a lo largo de su vida, inspirando a muchos – un impulso destructivo y sentido de la fatalidad, magníficamente convertidas en una expresión creativa.

Y eso es lo que tenemos que hacer ahora con nuestras propias intensidades. La pasión es fuerte, por eso debemos elegir bien, a qué o quién le entregamos nuestra energía, estando alertas del poder de los vampiros sexuales, los manipuladores de poder y los impulsos autodestructivos. Yoda enseña “Entrénate para dejar de lado todo lo que temes perder”. A veces, estas directrices pueden ser tomadas en exageradas maneras, por aquellos que tienen Luna Negra en Escorpio de nacimiento, así como los que tratan de huir del dolor de la pérdida y el peligro a lo desconocido, matando posibilidades incluso antes de comenzar a mostrarse – más aún, si algo tan preciado está en el horizonte, que es, justamente,  lo que provoca miedo a perderlo. Se hace más fácil para nosotros soltar y confiar, cuando nos damos cuenta que lo que es parte de nosotros, no se puede perder. No podemos perder nuestro real tesoro. Aunque a veces, hay que tener agallas para bancárselo.

Pero una vez que hemos escuchado realmente al corazón, es mejor seguirlo, conectarnos con la Fuerza Universal. Nuevamente, como Yoda explica: “No intentes, hazlo o no”. Ahora, más que nunca, es un tiempo para ser total, soltando y rindiéndonos a los caminos de la Fuerza, la más poderosa y transformadora fuerza en todo el universo – el Amor – porque de verdad, siempre está con nosotros!

Por Vanessa Guazzelli Paim, Agent 55

vanessaguazzellipaim@gmail.com

http://www.facebook.com/vanessa.guazzellipaim

 

Traducido del original en inglés al español por Mónica Sagredo.

Artículo original publicado en la Cosmic Intelligence Agency, en dos partes:

https://cosmicintelligenceagency.com/black-moon-lilith-in-scorpio-the-force-awakens/

https://cosmicintelligenceagency.com/black-moon-lilith-in-scorpio-the-force-awakens-3/

 

 

 

 

 

 

 

 

 

SATURNO PARALELO DE DECLINAÇÃO COM PLUTÃO 2016 Por Clovis Peres

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SATURNO PARALELO DE DECLINAÇÃO COM PLUTÃO 2016

Por Clovis Peres

Considerar que só existem aspectos de longitude eclíptica é como imaginar uma estrada absolutamente plana, sem elevação ou depressão; é preciso compreender que a oscilação, acima e abaixo expressa necessidade e desejo e o que se faz para saciá-la ou realiza-lo, diferente da demanda do objeto que, hoje, condena o corpo à mecânica e à lógica.

Em março, agosto e dezembro de 2015 ocorrem encontros de Saturno com Plutão ao norte da Eclíptica, e, agora, Saturno se encontra com Plutão a 21º Sul do Equador celeste, formando Paralelos de Declinação Equatorial, exatos, nos dias 10 de fevereiro, 28 de abril, 20 de novembro de 2016.

Entre 19 e 29 de junho de 2016, Marte, ainda em Escorpião, estará em Paralelo de Declinação com Plutão, elevando ao máximo a tensão característica desses Paralelos, da sensibilidade ao meio, que dizemos instintiva, automática e visceral, diferente dos Paralelos de Latitude Eclíptica, que dizemos da ação de um sentimento organizado e de um pensamento ordenado.

É possível, ao longo dos próximos anos, observar, investigar e determinar a clara diferença entre um Paralelo de Latitude, relativo à Eclíptica, e um Paralelo de Declinação, relativo ao Equador Celeste. Aqui se faz apenas uma breve introdução à investigação na medida em que se indicam Paralelos de Latitude e de Declinação com Saturno e Plutão, um em 2015 e o outro em 2016.

Sabemos que no século XX ocorre somente um Paralelo de Latitude de Saturno com Plutão, em abril de 1931, enquanto, no mesmo período, em 1912-1918, 1970-1971, 1978-1979 e 1995, ocorrem quatro Paralelos de Declinação de Saturno com Plutão.

Em 2015, no Paralelo de Latitude, diz-se, então, que somos atingidos pelo que vem de fora, indiferente à nossa existência, especialmente no entorno dos dias 11 de março, 26 de agosto e 6 de dezembro, arrancando-nos de nossas certezas e pondo à mostra o que por debaixo dos panos se oculta. As ações alheias provocam, no primeiro momento, perplexidade, seja como inundação de refugiados da guerra no Oriente Médio, seja como corrupção endêmica que por tudo se espalha, como gás venenoso, mas, também, solidariedade incondicional e conduta clara e distinta.

A partir de fevereiro de 2016, no Paralelo de Declinação de Saturno com Plutão, reagimos ao que nos atinge em 2015, cada um a seu modo, violento, em fuga ou alegremente; importa é lutar pelo que mais se deseja, sem esquecer, porém, que se nasce, vive e morre na multidão, que se é parte dela, onde se age com objetivo próprio e com a força com que ela nos arrasta: como um peixe no mar, que nada a favor e contra corrente, ou, assim como a água toma a forma do que a contém o peixe também se remuda em água.

O aumento da tensão dá início a uma transformação radical da vida de todos, já não por algo que venha de fora, do mundo e de ações alheias, mas pelo que irrompe da mais profunda distância de cada um e se extravasa de modo violento e definitivo entre o final de março e o final de junho, como uma grande explosão vulcânica e um florescimento extraordinário. No entorno dos dias 28 de abril, 19 a 29 de junho e 20 de novembro as estruturas cedem, as explosões e as revoltas se sucedem, a confusão se estabelece e a tensão se torna quase insuportável; mas, também, são dias de imensa energia que pode ser torcida na direção do que se deseja como se alguém, olhando através de um prisma, pudesse ver cada momento de muitos pontos de vista, e decidir caminhos e prazos. Em situações plutônicas a profunda honestidade e a obediência à vontade do corpo e da terra produzem bons frutos; é saudável esquecer, por um momento, da bela alma ou da formosa ideia que, agora, apodrecem no quintal, virando semente.

No entorno dos dias 16 de março e 26 de junho é possível avançar, e, mesmo debaixo de mau tempo, já há uma reorganização incipiente, quase invisível, ainda; e, no próprio mês de abril, nos dias 9, 14 e 23, é possível, com alegria e determinação, apoderar-se da imensa força  e dirigi-la ao final do ano, quando Saturno e Júpiter, em trígono e oposição a Urano, suscitam a figura do escultor que contempla a forma arrancada da pedra que lhe veio do fundo da terra em 2015.

Por Clovis Peres

Sobre o Contra Paralelo e o Paralelo de Latitude Eclíptica entre Netuno e Plutão (2017-2020) Por Clovis Peres

NetPlut 

Sobre o Contra Paralelo e o Paralelo de Latitude Eclíptica entre Netuno e Plutão (2017-2020)

Por Clovis Peres

Longitudes e Latitudes são dois componentes do espaço, mas, enquanto a Longitude descreve um curso Leste-Oeste, a Latitude e a Declinação descrevem uma oscilação Norte-Sul: amanhece e anoitece, faz frio e calor. Aspectos em longitude descrevem a luz que ilumina e obscurece objetos e as coisas, naturais e artificiais, determinados pela arte e o engenho; Paralelos de Declinação, relativos ao Equador Celeste descrevem a intensidade do calor e do frio e as ações e reações físicas de expansão e contração; Paralelos de Latitude, relativos à Eclíptica, descrevem a intensidade da luz e da escuridão, e as ações e reações do pensamento e do desejo.

Aspectos de Longitude Eclíptica são como pontos, triângulos, quadrados, retas, que os astrólogos chamam de conjunção, trígono, quadratura e oposição, enquanto Paralelos e Contra Paralelos são encontros de planetas ou corpos numa mesma distância, acima ou abaixo, norte ou sul, do plano eclíptico, equatorial e local.

Consideramos aqui apenas as relações de Netuno e Plutão, definidos como a relação do mar com a lava que flui do interior da terra, seu resfriamento e o assoalho do oceano que cresce sem parar, ou, grandes ondas, arrepios, frêmitos que percorrem a multidão, provocando fricção, falha e fissura na crosta, liberando desejo sem fim que produz maravilha e horror a cada segundo.

Aspectos eclípticos longitudinais simbolizam construção, fabricação e destruição de grandes objetos, mercadorias, coisas, das quais se pode observar o ciclo e, de forma mais ou menos exata, prever seu desenvolvimento a partir de um começo qualquer, ou, dizia Políbio, no início está contido mais que a metade de um processo qualquer. A violência é onipresente nas relações com as coisas, desde a extração da matéria prima até a sua transformação num produto acabado, e, quando todos se transformam em coisas ou mercadorias, ela se torna a única senhora da vida. E considerar apenas aspectos da Longitude eclíptica para ler mapas ou observar planetas significa induzir comportamentos estritamente lógicos ou mecânicos, ou produzir imagens rasas.

Uma conjunção, um ponto, é como a potência de um objeto, a cadeira que se imagina ao encontrar velhas tábuas, a idéia luminosa no meio da noite, o motor à explosão, de onde brotam as modernas máquinas. A conjunção de Netuno com Plutão ocorre a cada 500 anos e se constitui como um grande objeto, visível mesmo nas sombras do tempo.

 

579 a.C., em Touro – Na Grécia, Esparta e Atenas desenvolvem a disciplina do corpo e da mente, e dominam o Mediterrâneo;

84 a.C., em Touro – Júlio César conquista a Gália, nasce o Império Romano, efetivo com Augusto em 27 a.C;

410, em Touro – Alarico a incendeia Roma e Agostinho escreve a Cidade de Deus, ensinando o caminho para atravessar esse vale de lágrimas e chegar aos céus;

905, em Touro – A casa da Sabedoria do Islã e a Universidade Católica;

1398, em Gêmeos – Oceanos. Portugal e Espanha, seguindo o ímpeto da vitória sobre os mouros, se lançam aos mares na cruzada espiritual de conversão do gentio, abençoada pelo Papa, e, cada um na busca ansiosa de especiarias, ouros, diamantes e novos mundos;

Em 1891, em Gêmeos – Navios, Trens, Automóveis, Aviões, Telégrafo, Rádio, Energia Nuclear, Televisão, viagens espaciais, genética, computadores…

 

Paralelos de Declinação Equatorial ou de Latitude Eclíptica dificilmente comportam previsão, e é deles que se diz que excedem muito o cálculo e mesmo a prudência do estadista; ações humanas em conjunto, racionalmente organizadas e ordenadas ou aquelas totalmente irracionais pertencem à microfísica e são difíceis de discernir, pois, quem descreve já atua num ou noutro sentido. Não se fala aqui de grandes ideias, apenas de pequenos desejos, ódios e medos cotidianos, alegrias e felicidades de cada um se entrechocando na aldeia, na cidade e no mundo.

Em outro momento estudaremos os Paralelos de Declinação Equatorial, concentrando- nos, daqui em diante, nos Paralelos de Latitude.

 

Paralelos de Latitude entre Netuno e Plutão

Entre 1500 e 1891 ocorreram três Paralelos e três Contra Paralelos de Latitude eclíptica entre Netuno e Plutão:

1521 N-S -1525 S – Netuno em Peixes e Plutão em Capricórnio –

Cortez e Pizarro destroem os Astecas e os Incas na busca de ouro e prata

1681 S – 1684 SN – Netuno em Aquário/Peixes e Plutão em Câncer –

Newton e os Princípios Matemáticos de Filosofia Natural

1769 N 1772 N-S – Netuno em Virgem e Plutão em Capricórnio –

O Tear mecânico e a Fábrica/ Estados Unidos da América do Norte

 

Entre 1891 e 2100 ocorrem dois Paralelos e dois Contra Paralelos de Latitude:

1929 N-S 1932 N – Netuno em Virgem e Plutão em Câncer –

Quando se avista Plutão e o rádio se torna comum, surge o totalitarismo de dupla face, da idéia e da raça, que sempre retorna com sua solução exclusivamente lógica ou exclusivamente afetiva para complexos problemas políticos, de relação e convívio.

2017S-N  2020 S – Netuno em Peixes e Plutão em Capricórnio –

 

Qual a relação que existe entre a descoberta do Novo Mundo, a prata dali arrancada, e a Revolução Inglesa, política e científica; e entre a Revolução Científica, o desenvolvimento da Fábrica e a Independência dos Estados Unidos? E entre o nascimento da Fábrica, dos Estados Unidos e a Depressão de 1929? Esse é o trabalho de historiadores e não de astrólogos, que trabalham com a forma pura e vazia do tempo, aspectos e paralelos que, do ponto de vista da Terra, se sucedem para sempre, em eterno círculo sem fim, sem sentido ou significado, adquirindo existência e forma somente através do olhar e da ação de cada um.

O conhecimento da realidade física e imaterial atrai mentes e forças até 905, quando ocorre a última conjunção de Netuno com Plutão no signo de Touro; a partir de 1398, em Gêmeos, com o objeto comunicação estabelecido, lançam-se aos mares e aos mundos desconhecidos e o conhecimento se transforma em informação. Em 1891, quando da última conjunção, desenvolvem-se esforços no sentido da conexão de todos os pontos do mundo através do telégrafo, do rádio, da televisão e do computador: informação ilimitada para composição e produção de qualquer conhecimento em qualquer tempo e lugar.

Nos Paralelos de Latitude considerados, Netuno oscila entre os signos da Virgem e dos Peixes, exceto em 1681, em que, no Contra Paralelo, transita em Aquário; e Plutão oscila entre Câncer (1929/32) e Capricórnio (2017/20).

Quando o Paralelo de Latitude ocorre com Netuno em Virgem ou Peixes há uma quadratura do Netuno com a conjunção de Netuno com Plutão, em Gêmeos; a conjunção de 1891/2 a conjunção de Netuno com Plutão ocorre no grau 8 dos Gêmeos, grau crítico que, tocado, mobiliza uma imensa maquinaria relativa àquele evento.

Quando Netuno transita em Virgem o discernimento, a distinção analítica e a filosofia da linguagem, mas, também, a segregação racial e ideológica; quando em Peixes, signo que expressa o princípio netuniano de enlace dos contrários, integra o diverso, da conecta  tudo e todos, mas, também,  envenena, intoxica  pela quantidade infinita de sinais, signo e símbolos que isola cada um na ilha da informação e do controle.

Simples e invertido retorno ao totalitário, agora, porém, sob a pisciana capa da conexão ilimitada que encerra cada um em si mesmo, incapaz de proximidade? Multidão fugaz, manipulável, irrelevante do ponto de vista do controle geral da situação?

O Estado absoluto do século XVI, que se transformou no Estado nacional do século XVII, se transforma agora no Mercado universal, que determina uniformidade de crença e pensamento, consumo e produção? E a solidariedade inerente ao chão da fábrica, que informou a modernidade, se transforma em conduta oportunista do negociante e no mundo do salve-se quem puder?

Pela magnitude das forças que irrompem nos próximos anos e pela organização e ordenação dessas forças em torno dos objetivos de cada um, o conflito se agiganta, avassalador, especialmente entre abril de 2016 e abril de 2017, exigindo, de cada um, rigorosa disciplina interna, firme determinação pessoal aliada a uma conduta suave e paciente com todos os outros.

Por Clovis Peres

DOS SIGNOS E DAS ESTAÇÕES

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Por Clovis Peres e Vanessa Guazzelli Paim

O signo significa uma vivência, fixando nos céus o momento em que o calor ou frio, a umidade e a secura se apresentam numa região qualquer do planeta. Não há outra origem para o signo, que é um conceito, do que a experiência comum dos corpos numa latitude qualquer.

No Hemisfério Norte, o signo do Capricórnio marca o Solstício de Inverno, e todas as representações que se faz do signo e do planeta Saturno são escuras, frias e adequadas ao longo período que se passa dentro de casa. No Hemisfério Sul, ao contrário, o Solstício de Verão, quando o dia é mais longo que a noite, ocorre no signo de Capricórnio, que, apesar disso, continua a ser tratado como um melancólico de inverno, guardando farelos do pão da manhã para a refeição da noite. As ideias de economia, parcimônia, frugalidade, próprias a quem só tem o que estiver armazenado, predominam nas significações saturninas e capricornianas do Hemisfério Norte. Mas, e aqui, no sul do mundo, onde o sol domina e, ás vezes, é avassalador? Quem nasce aqui, no fim do ano, no início do verão, pela influência real do calor sobre o corpo, tenderá a ser contraído, melancólico e grave como aquele que nasce no início do inverno na Europa ou América do Norte? Ou será um festeiro natural, envolto em calor e praia, ou trabalhador que sofre sob o sol de quase deserto?

Desde que o mundo é os corpos se ajuntam no frio e se dispersam no calor, e as festas do verão, do inverno, da primavera e do outono sacralizam e demarcam o espaço onde são celebradas, e ali se funda a casa e a comunidade. Mas, quando uma festa como o Natal, plena de significado para o Hemisfério Norte, porque celebrada desde muito antes do cristianismo, é transplantada para o verão do Hemisfério Sul, qual o sentido que ainda lhe resta? Ou quando a festa do renascimento da primavera, a Páscoa, é transplantada para o outono daqui, significa alguma coisa ou só desorienta os corpos, tornando-os presas fáceis, já que não têm ritmo e nem território algum?

Na angulação da Terra em relação às estrelas, os signos – e as festas – são o que são. Mas o são tão diferentes quando vivenciados na contração ou na expansão, no frio ou no calor, na distância ou na proximidade que cada latitude está do Sol, através das épocas do ano.

A Páscoa no norte é o renascimento que oportuniza a primavera. No Sul, o renascer da Páscoa é um despojar-se outonal, nutrindo o corpo e o coração para o período de maior distanciamento do Sol.

Por isso, dizemos que o Áries do Hemisfério sul é mais reativo, enquanto que o Áries do Hemisfério Norte é mais proativo; o Touro do sul, mais aconchegado, o do norte mais disposto. Áries e Touro pro Hemisfério Sul são experiências outonais, enquanto que no Hemisfério Norte são o despontar e o auge da primavera.
Por sua vez, Libra no sul é mais brejeira, florida e traz a leveza sentida pela promessa de maior proximidade com a luz. No norte, a mesma Libra se apresenta com gosto de final de verão, bela mas mais séria, mais ciente dos compromissos que fazem toda a diferença na hora de enfrentar o frio que está por vir. O Escorpião do sul tem toda sua intensidade como um crescendo alquímico na direção do auge solar, enquanto no norte ele é mais sombrio e pressente a morte do inverno, onde terá de acender a luz apenas dentro.

O Câncer no sul é o auge da necessidade de aconchego e apresenta uma suscetibilidade melancólica, que encontra conforto nas fogueiras de São João. Diferente do festivo Câncer do norte, que se nutre afetivamente pela experiência de poder passar mais tempo ao ar livre, onde está a gente. Enquanto a seriedade do Capricórnio no norte é mais melancólica, a do sul é mais festiva. E, mesmo no ferver da terra que racha com a seca, canta-se então:

“Caatingueira, caatingueira, diz o segredo que existe
Que somente a caatingueira enfeita a paisagem triste
Caatingueira, se és feliz
Não zombes nunca deste teu contraste
Segura tua raiz e pede a deus que ela nunca se gaste
Tão resseca a emburana, a terra seca e rachada
O marmeleiro se enrama, mas não aguenta a queimada
Sentindo como quem ama, a terra quente pede invernada
Quanto mais seca ribeira, a caatingueira fica enfolharada
Catingueira se um vintém, o teu se torna um milhão
Pede a deus por quem não tem, pra cair chuva no chão
Pois somente a caatingueira aguenta a seca lá do meu sertão
Sertanejo não quer nada, vê na invernada a maior bênção”
Caatingueira, Marinês (1967)

O Natal no norte é o acender da luz no âmago da escuridão. No sul, Natal é celebrar a máxima Luz e mostrar-se ao Sol. Viva, chegou o verão.

Por Clovis Peres e Vanessa Guazzelli Paim

Bons Ventos lhe trazem.

Este é um lugar de considerações astrológicas, articulações humanas entre o céu e a terra.

Ao trabalho astrológico cabe oportunizar ao sujeito a apropriação de si, ampliando a compreensão de seus recursos, desafios e potencialidades. Situando no espaço-tempo, a função da astrologia é ofertar chaves de ação – exercício de liberdade – na direção do desejo.

A rosa gira, os ventos sopram. Precioso é o agora.

Boa leitura!

Vanessa Guazzelli Paim

Para consultas e aulas, contate via: vanessaguazzellipaim@gmail.com

Idiomas de trabalho: português, espanhol e inglês.

Artigos também encontrados em:

www.cosmicintelligenceagency.com

www.infinityastrologicalmagazine.com

www.cnastrologia.org.br

www.gente-de-astrologia.com.ar

 

 

Links a outras publicações de minha autoria:

BLACK MOON LILITH – From the Visceral to the Sublime  http://www.cosmicintelligenceagency.com/2015/04/black-moon-lilith-from-the-visceral-to-the-sublime

Translated to Romenian, published by Yin Yang and reproduced here: http://www.facebook.com/ventosdarosa/posts/716747948436143

Traducido al Español, publicado en la edición n.61 de GeA – Gente de Astrología, revista argentina:   http://www.gente-de-astrologia.com.ar/descargas/category/12-gratuitas

BLACK MOON LILITH IN VIRGO – Nov/2014-Aug/2015  http://www.cosmicintelligenceagency.com/2015/04/black-moon-lilith-from-the-visceral-to-the-sublime/2

BLACK MOON LILITH AND THE GRAND EARTH TRINE – BML, Pluto, Mars and Mercury in April/2015:   http://www.cosmicintelligenceagency.com/2015/04/black-moon-lilith-and-the-grand-earth-trine

VENUS OH VENUS – Venus Retrograde July to September/2015, Infinity #2  http://www.infinityastrologicalmagazine.com

BLACK MOON LILITH IN LIBRA – Relating becomes Visceral – Aug/2015 to MAy/2016: http://www.cosmicintelligenceagency.com/2015/09/15890