SATURNO PARALELO DE DECLINAÇÃO COM PLUTÃO 2016 Por Clovis Peres

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SATURNO PARALELO DE DECLINAÇÃO COM PLUTÃO 2016

Por Clovis Peres

Considerar que só existem aspectos de longitude eclíptica é como imaginar uma estrada absolutamente plana, sem elevação ou depressão; é preciso compreender que a oscilação, acima e abaixo expressa necessidade e desejo e o que se faz para saciá-la ou realiza-lo, diferente da demanda do objeto que, hoje, condena o corpo à mecânica e à lógica.

Em março, agosto e dezembro de 2015 ocorrem encontros de Saturno com Plutão ao norte da Eclíptica, e, agora, Saturno se encontra com Plutão a 21º Sul do Equador celeste, formando Paralelos de Declinação Equatorial, exatos, nos dias 10 de fevereiro, 28 de abril, 20 de novembro de 2016.

Entre 19 e 29 de junho de 2016, Marte, ainda em Escorpião, estará em Paralelo de Declinação com Plutão, elevando ao máximo a tensão característica desses Paralelos, da sensibilidade ao meio, que dizemos instintiva, automática e visceral, diferente dos Paralelos de Latitude Eclíptica, que dizemos da ação de um sentimento organizado e de um pensamento ordenado.

É possível, ao longo dos próximos anos, observar, investigar e determinar a clara diferença entre um Paralelo de Latitude, relativo à Eclíptica, e um Paralelo de Declinação, relativo ao Equador Celeste. Aqui se faz apenas uma breve introdução à investigação na medida em que se indicam Paralelos de Latitude e de Declinação com Saturno e Plutão, um em 2015 e o outro em 2016.

Sabemos que no século XX ocorre somente um Paralelo de Latitude de Saturno com Plutão, em abril de 1931, enquanto, no mesmo período, em 1912-1918, 1970-1971, 1978-1979 e 1995, ocorrem quatro Paralelos de Declinação de Saturno com Plutão.

Em 2015, no Paralelo de Latitude, diz-se, então, que somos atingidos pelo que vem de fora, indiferente à nossa existência, especialmente no entorno dos dias 11 de março, 26 de agosto e 6 de dezembro, arrancando-nos de nossas certezas e pondo à mostra o que por debaixo dos panos se oculta. As ações alheias provocam, no primeiro momento, perplexidade, seja como inundação de refugiados da guerra no Oriente Médio, seja como corrupção endêmica que por tudo se espalha, como gás venenoso, mas, também, solidariedade incondicional e conduta clara e distinta.

A partir de fevereiro de 2016, no Paralelo de Declinação de Saturno com Plutão, reagimos ao que nos atinge em 2015, cada um a seu modo, violento, em fuga ou alegremente; importa é lutar pelo que mais se deseja, sem esquecer, porém, que se nasce, vive e morre na multidão, que se é parte dela, onde se age com objetivo próprio e com a força com que ela nos arrasta: como um peixe no mar, que nada a favor e contra corrente, ou, assim como a água toma a forma do que a contém o peixe também se remuda em água.

O aumento da tensão dá início a uma transformação radical da vida de todos, já não por algo que venha de fora, do mundo e de ações alheias, mas pelo que irrompe da mais profunda distância de cada um e se extravasa de modo violento e definitivo entre o final de março e o final de junho, como uma grande explosão vulcânica e um florescimento extraordinário. No entorno dos dias 28 de abril, 19 a 29 de junho e 20 de novembro as estruturas cedem, as explosões e as revoltas se sucedem, a confusão se estabelece e a tensão se torna quase insuportável; mas, também, são dias de imensa energia que pode ser torcida na direção do que se deseja como se alguém, olhando através de um prisma, pudesse ver cada momento de muitos pontos de vista, e decidir caminhos e prazos. Em situações plutônicas a profunda honestidade e a obediência à vontade do corpo e da terra produzem bons frutos; é saudável esquecer, por um momento, da bela alma ou da formosa ideia que, agora, apodrecem no quintal, virando semente.

No entorno dos dias 16 de março e 26 de junho é possível avançar, e, mesmo debaixo de mau tempo, já há uma reorganização incipiente, quase invisível, ainda; e, no próprio mês de abril, nos dias 9, 14 e 23, é possível, com alegria e determinação, apoderar-se da imensa força  e dirigi-la ao final do ano, quando Saturno e Júpiter, em trígono e oposição a Urano, suscitam a figura do escultor que contempla a forma arrancada da pedra que lhe veio do fundo da terra em 2015.

Por Clovis Peres

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